PROJETO DE PESQUISA

Uma abordagem biogeoquímica aplicada às áreas afetadas pelo derramamento de óleo no litoral brasileiro

Desde setembro de 2019, o Brasil sofre as consequências do maior desastre ambiental ocorrido na costa brasileira, um derramamento de óleo que atingiu mais de 4.000 km de extensão da área litorânea, em especial nas regiões Nordeste e Sudeste. A ocorrência é inédita na história brasileira pela duração e extensão geográfica.

Até o momento, existe uma dificuldade de avaliar a amplitude dos impactos ambientais nos compartimentos biótico e abiótico ao longo do litoral brasileiro. Além da extensão da área, vários ecossistemas tropicais, únicos e ameaçados, foram afetados, como praias arenosas, costões rochosos, sistemas estuarinos, manguezais e recifes de corais. Esses ambientes foram atingidos por manchas de forma intermitente, não homogênea, de várias dimensões, que foram transportadas em subsuperfície como conglomerados de alta densidade, trazendo consequências ecológicas de curto a longo prazo.

Desde setembro de 2019, o Brasil sofre as consequências do maior desastre ambiental ocorrido na costa brasileira, um derramamento de óleo que atingiu mais de 4.000 km de extensão da área litorânea, em especial nas regiões Nordeste e Sudeste. A ocorrência é inédita na história brasileira pela duração e extensão geográfica.

Até o momento, existe uma dificuldade de avaliar a amplitude dos impactos ambientais nos compartimentos biótico e abiótico ao longo do litoral brasileiro. Além da extensão da área, vários ecossistemas tropicais, únicos e ameaçados, foram afetados, como praias arenosas, costões rochosos, sistemas estuarinos, manguezais e recifes de corais. Esses ambientes foram atingidos por manchas de forma intermitente, não homogênea, de várias dimensões, que foram transportadas em subsuperfície como conglomerados de alta densidade, trazendo consequências ecológicas de curto a longo prazo.

Para a avaliação dos impactos gerados nas áreas afetadas, faz-se necessária a distinção entre as fontes biogênicas e petrogênicas, acessíveis através das análises dos principais grupos de compostos orgânicos (n-alcanos; policíclicos aromáticos – HPAs e HPA Alquilados), assim como o aumento da concentração dos poluentes metálicos associados.

Esses poluentes podem causar a morte ou a contaminação de diversas espécies marinhas, gerando impactos em diferentes níveis das teias alimentares, desde organismos filtradores até espécies de interesse comercial, como lagostas, moluscos, caranguejos e peixes. Nesse sentido, o estabelecimento das concentrações de metais e hidrocarbonetos em itens de pescado será importante para apontar eventuais riscos de consumo desses itens pela população humana, assim como identificar uma “espécie sentinela” para futuros monitoramentos.

Além disso, destacamos que o monitoramento de pescado, em relação à concentração de poluentes ao longo do litoral brasileiro, é inexistente ou limitado a projetos pontuais de pesquisa.

Desta forma, o presente estudo visa avaliar os impactos do derramamento de óleo nas áreas de maior incidência do litoral, através da caracterização biogeoquímica (orgânica e inorgânica) de áreas afetadas e da avaliação de indicadores biológicos (ensaios ecotoxicológicos e avaliação da qualidade dos recursos pesqueiros). Esses dados servirão como subsídio ao monitoramento dos serviços ambientais e à conservação da vida marinha.

A pesquisa foi realizada por meio da caracterização biogeoquímica (orgânica e inorgânica) das áreas afetadas e da avaliação de indicadores biológicos, como ensaios ecotoxicológicos e análise da qualidade dos recursos pesqueiros. Além disso, foram consideradas análises de compostos orgânicos (n-alcanos, HPAs e HPA alquilados) e concentrações de poluentes metálicos.

Os principais materiais analisados foram os compostos orgânicos (como n-alcanos, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos – HPAs e HPAs alquilados) e os poluentes metálicos encontrados em áreas afetadas e em itens de pescado.

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