Todos perdem quando o orçamento não acompanha a dinâmica da ciência engajada e de ponta: as agências de fomento podem contribuir mais sem maiores custos?

Todos perdem quando o orçamento não acompanha a dinâmica da ciência engajada e de ponta: as agências de fomento podem contribuir mais sem maiores custos? Em artigo recentemente publicado no Jornal da Ciência, os pesquisadores Carlos Eduardo de Rezende e Arnoldo Rocha Façanha, professores titulares da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), discutem um tema recorrente entre pesquisadores brasileiros: a necessidade de revisar os modelos de gestão financeira adotados pelas agências de fomento à pesquisa no país. Segundo os autores, o modelo predominante de financiamento científico ainda está estruturado em uma lógica rígida de alocação orçamentária. Os recursos destinados aos projetos são distribuídos previamente em categorias específicas — como materiais de consumo, equipamentos, serviços, diárias e passagens — e essa divisão permanece praticamente fixa durante toda a execução do projeto. Embora esse formato tenha sido criado com o objetivo de garantir controle e transparência na aplicação dos recursos públicos, ele nem sempre acompanha a dinâmica real da atividade científica. A produção do conhecimento, especialmente em áreas voltadas à solução de grandes desafios contemporâneos ou à pesquisa básica de fronteira, costuma exigir adaptações ao longo do tempo. Mudanças metodológicas, ajustes logísticos e novas demandas surgem naturalmente durante o desenvolvimento dos projetos. Além disso, o intervalo entre a aprovação de uma proposta e a liberação efetiva dos recursos pode gerar alterações de contexto que tornam o planejamento inicial parcialmente desatualizado. Nesse cenário, os autores argumentam que a rigidez excessiva dos mecanismos de gestão financeira pode acabar dificultando a execução das pesquisas e reduzindo a eficiência dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação. Mesmo quando existe a possibilidade de remanejamento de recursos entre categorias orçamentárias, os processos administrativos envolvidos costumam ser demorados e nem sempre compatíveis com a urgência das demandas científicas. O debate apresentado pelos pesquisadores também dialoga com o marco legal brasileiro voltado à inovação. A legislação que trata dos estímulos à ciência e tecnologia, especialmente após as atualizações introduzidas em 2016, incentiva a simplificação de procedimentos administrativos e a adoção de mecanismos de avaliação baseados em resultados e impactos científicos. Nesse sentido, ampliar a flexibilidade na execução financeira dos projetos pode ser entendido como um avanço alinhado às diretrizes legais que buscam tornar o sistema de ciência e tecnologia mais eficiente. Rezende e Façanha destacam ainda que alguns programas de fomento já adotam modelos mais flexíveis de utilização de recursos. Iniciativas como a Bolsa de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o programa Cientista do Nosso Estado da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) demonstram que é possível conciliar autonomia na gestão financeira com mecanismos adequados de prestação de contas. A experiência acumulada por esses programas indica que modelos de financiamento menos engessados podem contribuir para uma gestão mais eficiente dos projetos científicos, sem comprometer a transparência ou o controle dos recursos públicos. Pelo contrário, quando o foco da avaliação recai sobre os resultados e impactos das pesquisas, a ciência tende a ganhar em produtividade e relevância. Diante desse contexto, os autores defendem que o sistema de fomento à pesquisa no Brasil avance em direção a formatos de financiamento mais adaptáveis à natureza da atividade científica. Essa transformação envolveria não apenas ajustes normativos, mas também um diálogo mais próximo entre agências de fomento, órgãos de controle e a comunidade acadêmica, com o objetivo de alinhar os instrumentos de gestão às particularidades do processo de produção do conhecimento. Ao final, os pesquisadores ressaltam que fortalecer a confiança na integridade e na responsabilidade dos cientistas é um passo fundamental para aprimorar o ambiente institucional da pesquisa no país. Em um campo onde a inovação depende frequentemente da capacidade de lidar com incertezas e assumir riscos calculados, criar condições mais favoráveis para o desenvolvimento científico pode representar ganhos significativos para toda a sociedade.  

Isótopos estáveis no sangue como biomarcadores de padrões alimentares

Isótopos estáveis no sangue como biomarcadores de padrões alimentares A avaliação precisa dos padrões alimentares é um desafio recorrente em estudos nutricionais e epidemiológicos. Métodos baseados em autorrelato, como questionários de frequência alimentar, estão sujeitos a vieses de memória, subestimação e inconsistências. Nesse contexto, o uso de isótopos estáveis de carbono (δ¹³C) e nitrogênio (δ¹⁵N) surge como uma ferramenta promissora para a avaliação objetiva da dieta humana, ao refletir os alimentos efetivamente assimilados pelo organismo. Em um estudo publicado na revista Isotopes in Environmental and Health Studies, investigamos o potencial dos isótopos estáveis em sangue total como biomarcadores de padrões alimentares em uma população brasileira. O trabalho avaliou 287 indivíduos residentes em 19 comunidades rurais do estado do Espírito Santo, integrando análises isotópicas com informações dietéticas, antropométricas e metabólicas. O estudo analisou as variações nos valores de δ¹³C e δ¹⁵N no sangue total em função da frequência de consumo de diferentes tipos de carne (bovina, suína, frango e peixe), além de explorar suas associações com indicadores fisiológicos, como índice de massa corporal (IMC), colesterol total e níveis da enzima glutâmico-oxaloacética transaminase (GOT). O uso de sangue total como matriz analítica representa um diferencial importante, pois integra sinais dietéticos de curto e médio prazo, permitindo a análise simultânea de biomarcadores isotópicos e bioquímicos a partir de uma única amostra. Os resultados demonstraram que o consumo mais frequente de carne bovina, suína e peixe esteve associado a valores mais elevados de δ¹³C no sangue, enquanto o consumo de carne bovina e peixe também se associou ao enriquecimento em δ¹⁵N. Em contraste, não foram observadas diferenças isotópicas significativas associadas ao consumo de frango, possivelmente em função da maior variabilidade na composição da ração utilizada na avicultura. Esses achados indicam que os isótopos estáveis são capazes de discriminar padrões alimentares específicos, mesmo em contextos de dietas relativamente homogêneas. Adicionalmente, o estudo identificou diferenças isotópicas consistentes entre homens e mulheres, ainda que de pequena magnitude, sugerindo a influência de fatores fisiológicos e metabólicos no fracionamento isotópico. Em homens, valores mais elevados de δ¹³C estiveram positivamente associados ao IMC e aos níveis de colesterol, indicando uma possível relação entre dietas mais ricas em alimentos derivados de plantas C4 ou proteínas animais e maior acúmulo energético. Por outro lado, os valores de δ¹⁵N não apresentaram associações significativas com IMC ou colesterol, o que sugere limitações desse isótopo como marcador direto de ingestão proteica em sangue total. Um achado relevante foi a associação negativa entre δ¹⁵N e os níveis de GOT, indicando que processos metabólicos relacionados à transaminação podem atenuar o enriquecimento isotópico do nitrogênio no sangue. Esse resultado contribui para o entendimento mecanístico das limitações do δ¹⁵N como biomarcador dietético em matrizes sanguíneas, reforçando a necessidade de considerar processos metabólicos internos na interpretação dos dados isotópicos. De forma geral, o estudo demonstra que os isótopos estáveis de carbono e nitrogênio em sangue total constituem uma ferramenta robusta e operacionalmente viável para a avaliação de padrões alimentares em estudos populacionais. Os resultados reforçam o potencial do δ¹³C como biomarcador de longo prazo da dieta e destacam a importância de abordagens integradas que combinem isótopos estáveis, indicadores metabólicos e informações dietéticas para uma compreensão mais abrangente das relações entre alimentação, metabolismo e saúde. 📄 Referência Lacerda, D. et al. Stable carbon and nitrogen isotopes in whole blood as biomarkers of dietary patterns in a Brazilian population. Isotopes in Environmental and Health Studies, 2025. https://doi.org/10.1080/10256016.2025.2542216 Deixe um comentário

Congresso internacional no Canadá debate conexões entre ciência, pessoas e ecossistemas aquáticos

O congresso internacional Aquatic Confluence: Science, People, Knowledge será realizado entre os dias 12 e 16 de maio de 2026, em Montreal, Quebec, Canadá, no âmbito da Reunião Conjunta ASLO–SIL 2026. O evento reunirá cientistas de diferentes partes do mundo com atuação em ambientes aquáticos continentais e marinhos, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e abordagens interdisciplinares. A proposta do congresso é estimular a troca de abordagens metodológicas e aprendizados em diferentes escalas, destacando as múltiplas formas de interconexão entre sistemas de água doce e oceânicos. Essas conexões incluem tanto as interações entre organismos quanto os processos físicos e biogeoquímicos, como a estratificação, que sustentam os estados ambientais desses ecossistemas. Outro eixo central do evento é o incentivo ao diálogo entre cientistas, partes interessadas e detentores de conhecimentos indígenas, valorizando a cocriação do conhecimento. A iniciativa busca contribuir para o enfrentamento dos principais desafios da sociedade relacionados aos habitats aquáticos, à gestão dos recursos hídricos e às mudanças ambientais globais. Fonte: ASLO

Déficit em ciência oceânica amplia riscos à Amazônia Azul

Um estudo publicado recentemente pela Academia Brasileira de Ciências apresenta considerações da ciência brasileira sobre a Amazônia e os desafios da pesquisa oceânica no país. Intitulado “O paradoxo brasileiro entre ciência oceânica e exploração de recursos naturais: em busca da estrutura e função do Grande Recife Amazônico”, o trabalho é assinado por Carlos E. de Rezende, Michel M. Mahiques, Eduardo Siegle, Claudia Omachi, Nils E. Asp, Ricardo Kruger, Cristiane Thompson e Fabiano Thompson e discute a relevância científica e ambiental do Grande Sistema Recifal Amazônico (GARS) em um contexto de crescente exploração de recursos naturais. O estudo chama atenção para o baixo investimento nacional em ciências marinhas: apenas 0,03% dos recursos são destinados à pesquisa oceânica, frente a uma média global de 1,7%, segundo o Relatório Global de Ciência Oceânica (IOC–UNESCO, 2020). A situação é ainda mais crítica na Margem Equatorial Brasileira, onde menos de 5% da área foi estudada, o que limita o conhecimento sobre a biodiversidade marinha e reforça o papel estratégico do GARS para o avanço científico e a gestão sustentável da Amazônia Azul. O texto também apresenta recomendações que apontam a urgência de medidas de gestão pesqueira e proteção ambiental no GARS, com restrição a práticas destrutivas, monitoramento contínuo e manejo sustentável dos recursos naturais. Além disso, destaca a necessidade de ampliar os investimentos em Ciências do Mar, com mais pesquisas oceanográficas na Margem Equatorial Brasileira e destinação de recursos para infraestrutura científica, inovação e bioeconomia marinha, buscando conciliar conservação ambiental, soberania científica e desenvolvimento socioeconômico. 📄 O documento completo pode ser acessado AQUI

Estudo revela papel de óxidos de ferro no sequestro de carbono em manguezais

Estudo revela papel de óxidos de ferro no sequestro de carbono em manguezais Pesquisadores brasileiros identificaram um novo mecanismo que pode explicar por que os manguezais são tão eficientes na captura de carbono. O estudo, publicado na revista Nature Communications, demonstrou que óxidos de ferro de baixa cristalinidade, como ferri-hidrita e lepidocrocita, ajudam a estabilizar o carbono orgânico do solo, protegendo frações mais vulneráveis da matéria orgânica da decomposição e, consequentemente, da liberação de CO₂. Esses resultados avançam na compreensão do papel dos solos alagados em áreas costeiras, como os manguezais, na mitigação dos impactos das mudanças climáticas. O estudo mostra que, ao alterar o uso da terra, por exemplo: transformar manguezais em áreas de pastagem ou tanques de camarão, há mudanças geoquímicas que reduzem a capacidade de retenção de carbono do solo. Foto: GPBEA/UENF O trabalho foi liderado pelo pesquisador Francisco Ruiz, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), com orientação do professor Tiago Osório Ferreira. Utilizando técnicas como espectroscopia no infravermelho e análise térmica, o grupo analisou amostras de solo do estuário Mocajuba-Curuçá, no Pará, e demonstrou como o ferro atua nas interações organominerais responsáveis pelo sequestro de carbono. Segundo os autores, a pesquisa reforça a necessidade de estratégias de conservação mais amplas para os manguezais, indo além do reflorestamento e incorporando práticas que restaurem o equilíbrio geoquímico desses ecossistemas. O estudo também aponta os riscos da degradação e da alteração do uso da terra para a capacidade de sequestro de carbono desses ambientes. O Brasil possui a segunda maior área de manguezal do mundo, com cerca de 1,4 milhão de hectares ao longo da costa. Esses ecossistemas abrigam ampla biodiversidade e sustentam comunidades tradicionais, como pescadores artesanais e marisqueiros. Estima-se que cerca de 25% dos manguezais brasileiros foram destruídos desde o início do século XX. Fonte: Agência FAPESP – Óxidos de ferro em solos de manguezais impulsionam o sequestro de carbono Deixe um comentário

Estudante da UENF conquista prêmio nacional do CNPq e reforça destaque da ciência fluminense

Estudante da UENF conquista prêmio nacional do CNPq e reforça destaque da ciência fluminense A ciência desenvolvida no interior do Estado do Rio de Janeiro segue ganhando destaque no cenário nacional. A mestranda Luciele de Léo Cardozo, do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia Vegetal da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), tornou-se a primeira estudante da instituição a receber o Prêmio Destaque de Iniciação Científica e Tecnológica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A cerimônia de premiação aconteceu no dia 15 de julho, na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), e reconheceu Luciele na categoria Bolsista de Iniciação Científica – Ciências da Vida. A jovem cientista foi orientada ao longo de sua trajetória pela professora Clicia Grativol, também formada pela UENF e apoiada pela FAPERJ. A mestranda Luciele de Léo Cardozo (à esq.) e sua orientadora, a professora Clicia Grativol: ela foi a primeira estudante da Uenf a ganhar o Prêmio Destaque de Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq (Foto: Divulgação/Uenf) Luciele, moradora do distrito de Santo Eduardo, cursou Ciências Biológicas pela UENF/Cederj (polo de Bom Jesus de Itabapoana) entre 2019 e 2024. Desde 2022, atuou como bolsista de Iniciação Científica do CNPq, desenvolvendo uma pesquisa sobre moléculas de RNA na cana-de-açúcar, com uso de ferramentas de bioinformática. “Venho de uma família humilde, sou a primeira mulher da minha família a entrar e se formar em uma universidade. Viver tudo isso é uma experiência única. Dedico este prêmio à minha mãe, à minha avó e a toda a minha família, que sempre me apoiou”, afirmou Luciele, emocionada. A conquista acontece em um momento simbólico para a UENF: os 30 anos do seu Programa de Iniciação Científica, um dos mais relevantes do país. A reitora Rosana Rodrigues reforçou que a vitória representa não apenas um reconhecimento individual, mas o fortalecimento de uma trajetória institucional comprometida com a excelência científica e a inclusão. Além da CNPq, a trajetória de Luciele e de sua orientadora foi impulsionada por programas de fomento da FAPERJ, que tem investido fortemente na formação científica por meio de iniciativas como o “Jovem Cientista do Nosso Estado”. Em 2024, a Fundação destinou recursos recordes para ampliar o número de bolsistas e descentralizar o investimento em ciência. Fonte: FAPERJ – Ciência fluminense é reconhecida em premiação nacional do CNPq . Deixe um comentário

Estudo revela escurecimento dos oceanos e possíveis impactos à vida marinha

Estudo revela escurecimeento dos oceanos e possíveis impactos à vida marinha Uma pesquisa recente identificou que grandes áreas dos oceanos ao redor do mundo estão escurecendo  um fenômeno que pode ter impactos significativos sobre a vida marinha e os ecossistemas oceânicos. De acordo com o estudo, o escurecimento está relacionado a diversos fatores, como o aumento da temperatura da superfície do mar, o crescimento de florescimentos de plâncton e o aumento da intensidade das chuvas. Em regiões costeiras, por exemplo, a elevação dos nutrientes na água e o arraste de sedimentos e resíduos agrícolas estão contribuindo para a proliferação de algas e fitoplânctons que diminuem a transparência da água. O levantamento aponta que mais de 9% da superfície oceânica global teve uma redução na profundidade da zona fótica (a camada iluminada do oceano) de mais de 50 metros, enquanto em 2,6% a redução ultrapassou 100 metros. Regiões como o topo da Corrente do Golfo, o Ártico, a Antártida e o Mar Báltico estão entre as mais afetadas. Em Izmir, na Turquia, a cor do oceano mudou para verde e marrom depois da explosão de plâncton em junho de 2024 As regiões em vermelho indicam áreas onde o oceano está escurecendo e as de azul onde ele está clareando Apesar do cenário preocupante, cerca de 10% do oceano apresentou clareamento, o que demonstra a complexidade dos sistemas marinhos e os múltiplos fatores que influenciam a penetração da luz na água. O escurecimento pode afetar diretamente organismos que dependem da luz solar, como os fitoplânctons, seres microscópicos responsáveis por cerca de metade da produção de oxigênio da Terra e pela base da cadeia alimentar marinha. De acordo com cientistas, isso pode gerar impactos no ar que respiramos, nos peixes que consumimos e até na capacidade dos oceanos de mitigar os efeitos das mudanças climáticas. O estudo utilizou cerca de 20 anos de dados de satélites da NASA, em conjunto com modelos avançados de irradiação solar e lunar, para estimar as mudanças na profundidade da zona iluminada dos oceanos ao longo do tempo. Fonte: BBC News Brasil – “Escurecimento dos oceanos pode afetar vida marinha e clima” Deixe um comentário

Pesquisadores brasileiros e indianos desenvolvem tecnologia para prever pandemias

Pesquisadores brasileiros e indianos desenvolvem tecnologia para prever pandemias Recentemente, a FAPERJ destacou em uma matéria o trabalho colaborativo entre pesquisadores brasileiros e indianos que utilizam o monitoramento genômico de variantes virais, como o SARS-CoV-2, em águas fluviais e de esgoto como ferramenta para prever futuras pandemias. O estudo em rede é conduzido por instituições como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz – campi Rio e Salvador) e a Universidade de Engenharia, Ciência e Tecnologia de Hyderabad, na Índia. A pesquisa utiliza a tecnologia Illumina CovidSeq, que se mostra mais precisa que o tradicional RT-PCR na detecção do vírus SARS-CoV-2, além de permitir a identificação de novas variantes com antecedência, antes mesmo da confirmação por amostras clínicas. Leia a notícia completa no site da FAPERJ clicando aqui. O Rio Paraíba do Sul é um dos que têm suas águas monitoradas (Foto: Acervo Carlos Rezende) Deixe um comentário

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